Vamos aprender a observar?

 

Meninas! Às vezes a gente é pega de surpresa e, “graças” a essas situações super chatas e desconfortáveis, aprendemos e aprendemos. Hoje eu vou contar uma história real, que me marcou muito e me ensinou a observar, a perceber e a ficar atenta a todos os sinais que as pessoas nos dão. Vou trocar os nomes das pessoas para preservar a identidade delas, ok?

“Violeta era uma jovem que se casou muito jovem. Antes de se casar, muitas pessoas a alertaram que Zé nunca gostou de trabalhar, não pagava o aluguel, sempre estava com o nome sujo e era muito mulherengo. Porém, em nome da cega paixão, ela engravidou e se casou sem pensar muito no futuro. Logo, o futuro se tornou um inferno na Terra. Violeta se matava de trabalhar na máquina de costura para sustentar, sozinha, seus 4 filhos e o marido ausente. Contas atrasadas, ordens de despejo, filhos cobrando atenção e o marido na rua com a amante.

Zé mantinha um caso com uma antiga namorada desde que namorava com Violeta. Ele dava muitos sinais que não era fiel. Vivia na rua até tarde, sempre sem dinheiro, era muito ausente… mas Violeta não observava ou fingia que não via.

Um dia, ela descobriu tudo: a amante bonita, bem cuidada e a casa que o marido usava para se encontrar com a moça. Violeta entrou em desespero, pediu a separação e saiu feito louca atrás de um outro homem para substituir o atual ex-marido.

E nessa busca impensada encontrou Pascal. Um homem 8 anos mais jovem, que não tinha emprego, sem filhos, separado, que vivia em bares e que estava a procura de uma mulher para se encostar. Pronto. Em menos de seis meses, Pascal já estava morando com ela.

Violeta, outra vez, repetiu a mesma história. Se juntou a um homem que não gostava de trabalhar, mulherengo e ausente. Pascal não saía muito de casa não, mas vivia no computador. Dizia estar trabalhando, mas nunca tinha dinheiro. Ele se enfiava em seu quartinho-escritório e ficava conversando com mulheres nas salas de bate-papo. Passava as madrugadas teclando, enquanto Violeta passava o dia inteiro sentada, costurando. Ela havia se acostumado àquilo que era ruim e não pensava que era merecedora de algo melhor, aquilo ali tava “bom”.

Pascal, que não era de sair, saiu de casa. Foi viajar. Oi? Sim, isso mesmo. Passou o feriado todo no interior, disse que era um trabalho e Violeta acreditou. Até perfume e roupa nova comprou. Chegou em casa com a cabeça distraída e logo se enfiou no computador. Depois de uma semana, outra viagem. Foram três viagens até Violeta descobrir tudo: a amante bonita e bem cuidada que Pascal arranjara na Internet.

Choro, gritos, brigas… os filhos de Violeta, que já eram adultos, tomaram as dores da mãe e expulsaram Pascal de casa. Ele foi morar com a amante no interior e não deu mais notícias. Poucos meses se passaram e Violeta voltou com Pascal. Sim, ela se mudou para o interior com ele porque a amante não aguentou sustentá-lo e foi embora. Violeta, que sempre foi muito carente e não queria ficar sozinha de jeito nenhum, largou tudo e foi atrás de Pascal.

Um ano e meio se passou e o cenário era o mesmo: Violeta trabalhando e Pascal vagabundeando. Um dia, Violeta começou a se sentir mal e foi para a capital fazer exames. Uma doença terrível tomava conta de seu corpo acabado e cansado de tanto trabalhar. A primeira coisa que Pascal fez ao saber da doença dela foi levá-la para a casa do filho mais velho. Disse que não tinha condições de cuidar dela e que precisava trabalhar. Violeta morreu em seis meses, com dores, abandonada, amargurada e sozinha.

Pascal está casado com uma mulher que trabalha e “faz de tudo” por ele, assim como Violeta fazia.”

Gente sem caráter tem de monte por aí. Mas cabe a você observar, aguçar a sua percepção e não permitir que um homem feito Pascal entre na sua vida e, se entrar, expulse!

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